Considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde, a obesidade é hoje mundialmente aceita como ameaça real à saúde da criança e do adolescente, além de poderoso indutor de doenças crônicas no adulto.

Habituais situações de excesso de tecido gorduroso, obesidade e sobrepeso são, na prática, definidas pela medição do IMC, índice de massa corpórea, expresso em curvas padronizadas e habituais nos consultórios médicos de pediatria.

A principal causa da obesidade sem dúvida são os hábitos alimentares errados, sedentarismo, genética favorável e distúrbios hormonais, estes dois últimos em pequenas proporções.

Os erros alimentares mais comuns são; pular refeições, especialmente o café da manhã, compensando em outras refeições, substituição de frutas por alimentos mais calóricos, tais como doces, biscoitos, salgadinhos, nos lanches: poucas verduras, excesso de massas e frituras nas refeições principais ou ainda a presença dos danosos ¨fast- foods¨. Além disso a pouca atividade física, menos de três horas por semana, induz menos gasto que o ingerido.

Importante entender que a genética só se manifesta caso o ambiente permitir, ou seja, a criança tiver uma dieta inadequada e pouca ou nenhuma atividade física regular.

As consequências maiores da obesidade são; elevação dos níveis de gordura e açúcar no sangue, hipertensão arterial, dores nas pernas, escurecimento da pele em algumas dobras do corpo, problemas no relacionamento e até depressão.

Para diminuir e evitar o sobrepeso e a obesidade é necessário um trabalho conjunto da família com o pediatra, com o objetivo bem definido de reeducar a alimentação da criança e do adolescente, bem como promover maior atividade física, regularmente.