Não é nada fácil vê-lo sofrendo nas mãos do outro.

Acontecimentos como esses se dão pela vida toda. No entanto, a atitude a tomar nessas ocasiões se transforma em um dilema para muitos: instruem o filho a se defender, ensinando-o a “brigar”, ou deixam que se vire sozinho?

Preparar os filhos para a vida inclui ensiná-los a se defender. Não com tapas, é certo. Talvez, ajudando-os a refletirem sobre as situações que surgem possibilitará que se fortaleçam para enfrentá-las, principalmente considerando aqueles que pouco ou nada reagem.

Quando a situação ocorre continuamente, vale o questionamento do porquê de o filho se submeter ao outro de tal maneira. Muitas pessoas confundem amizade com necessidade de agradar ao outro, mesmo que isso as desagrade.

No caso em que os pais suspeitem que seu filho é agredido ou ou que sofre de qualquer discriminação na escola  é extremamente positivo que converse muito com ele,  para que ele se sinta à vontade em falar contigo sobre tudo de bom ou de mal que esteja vivendo. Se seu filho é uma vítima, fale com ele, e se comprometa em ajudá-lo a resolver este problema. Diga-lhe que ele não é culpado desta situação. Não o faça sentir-se culpado nem o abandone. Tente sempre algo mais.

Junto ao seu filho, fale do assunto. Faça-o sentir-se protegido,

Algumas dicas:

1- Investigue em detalhe o que está ocorrendo. Escute seu filho e não o interrompa. Deixe que desabafe sua dor.

2- Coloque-se em contato com o professor do seu filho, com a direção do colégio e com o coordenador de estudos para alertá-los sobre o que ocorre, e peça sua cooperação na investigação e na resolução do acontecido.

3- Não estimule seu filho que seja agressivo ou se vingue. Pioraria mais a situação.

4- Discuta alternativas seguras para responder aos agressores e pratique respostas com seu filho.

5- Caso a agressão continue, prepare-se para colocar-se em contato com um advogado.

A escola (direção, professores, funcionários, dirigentes regionais, secretaria de educação) possui responsabilidade civil e, portanto, é responsável pelo bem estar de todos os alunos em suas dependências no horário de aula.

Isso se deve, por um lado, por  causa  da obrigação de guarda e vigilância , o que significa que a escola tem o dever de zelar pela segurança dos alunos assegurando-lhes a incolumidade física garantidos pela A Lei n.º 8.078, de 11/09/1990 e, por outro, por conta do próprio princípio da responsabilidade civil.

De modo que a mãe desta aluna ou de qualquer outra que sofre agressão física ou verbal dentro do estabelecimento escolar ou mesmo fora dele, porém em horário de expediente, deve buscar seus direitos junto a Defensoria Pública ou constituir um advogado para processar o Poder Público quando se tratar de escola pública.

Criança apanhar, ser mordida, de quando em quando na escola é incidente que às vezes não dá tempo da gente conter. Agora apanhar sempre significa que a escola não tem uma posição em relação a isso, não toma uma atitude e não cuida bem de seus alunos.

Se identificar essa repetição de comportamento, é muito importante que procure um psicólogo, principalmente se você perceber que esta causando um sofrimento psíquico, ou seja, a criança não quer ir mais à escola, se nega a contar para o professor, não quere brincar na hora do recreio, chorar por nenhum motivo, apresenta  dificuldade de conversar sobre o assunto, etc.

Mas jamais se esqueça que a melhor ajuda, nesses casos, é a da família.

O mais certo para os pais e os filhos é que juntos eles encontrem o melhor jeito de lidar com a situação. Os adultos, por serem mais experientes, têm a obrigação de orientar as crianças, que precisam muito de proteção. Num contexto de aprendizagem que servirá para toda a vida.

É responsabilidade dos adultos ensinar as crianças sobre os perigos que as cercam. A família tem o dever de proteger suas crianças, mostrando a elas os perigos e ensinando-as como se proteger deles. Junto à família tem o governo e a sociedade como corresponsáveis por protegê-las.

O momento de uma refeição em familia, de umm beijo de boa noite, de uma oração são os mometos onde acontecerão as trocas de aprendizagens, angustias, alegrias, dificultades entre outras coisas, e é nesse momento que ele ira te contar que ele foi agredido.

Crie momentos de olho no olho, de delicadezas e intimidade com seu filho, esse movimento é preventivo, proativo e de soluções em conjunto.