Traumatismo dentário, o que fazer?

É comum crianças sofrerem quedas e os dentes serem atingidos, mas quando isso acontece você sabe o que fazer? As complicações mais frequentes em decorrência dos traumas, acontecem por falta de orientação, atendimento imediato e controle das possíveis complicações.

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Os traumatismos dentários são muito comuns na infância e adolescência e podem atingir tanto os dentes decíduos como os permanentes. Geralmente são consequência de acidentes que ocorrem em situações comuns (em casa, creche ou escola) onde acontece a colisão contra superfícies duras, quedas de alturas mais elevadas ou até mesmo da própria altura. A maioria dos traumatismos acomete a dentição decídua (de leite) e ocorre entre 2-3 anos de idade, quando a coordenação motora está em desenvolvimento e a criança está mais curiosa e inquieta, querendo explorar o ambiente e com pouca coordenação para evitar as quedas – Perdem o equilíbrio com facilidade.

Salt Lake City, Utah, USA --- USA, Utah, Salt Lake City, Young mother assisting baby boy (6-11 months) in his first steps --- Image by © Jessica Peterson/Tetra Images/Corbis

Mais tarde, por volta dos 6 aos 11 anos de idade os traumas são geralmente consequência dos acidentes de trânsito, violência, e prática de esportes radicais (bicicleta, patins) e/ou de contato (judô, karatê, Jui Jitsu).

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Os traumatismos variam desde traumas leves, que aparentemente não causam nenhum dano, até traumas severos com envolvimento não apenas de dentes mas também de alguns tecidos moles e duros que estão ao redor. Uma lesão traumática causada por impactos ou quedas causa também contusões, inchaços, dilacerações e o sangramento é algo muito comum, já que a boca é uma região bastante vascularizada.

Para prevenir situações de risco, é importante que crianças pequenas estejam sempre sob supervisão de um adulto! Claro que nenhuma criança está livre de cair, mas se está no grupo de risco que tal redobrarmos os cuidados?

– Seja cauteloso com as crianças que estão aprendendo a andar;
– Evite situações de risco como o uso de andadores para bebês ;
– Não permita que a criança ande ou corra com objetos na boca
(mamadeira, copo, caneta, brinquedos);
– Use a escada para entrar e sair da piscina;
– Não deixe que a criança corra descalço em chão molhado;
– Use sempre o cinto de segurança quando estiver no carro.

Situações de emergência que envolvem os dentes, lábios e rosto frequentemente se tornam experiências dramáticas para todos os envolvidos (pais e criança), por isso é importante estar preparado para ter a atitude correta diante desta situação. Mantenha sempre a calma e tente tranquilizar a criança. Realize uma limpeza na região com água corrente e evite esfregar para não machucar ainda mais o local atingido. Se houver sangramento, faça uma compressa com gelo no local e siga as recomendações da Associação

Brasileira de Odontopediatria:

1. Procure entrar em contato com o Dentista imediatamente, em qualquer horário.

2. Nos casos em que acontecem leve sangramento e/ou aumento da mobilidade do dente, pode ter ocorrido uma fratura de raiz o atendimento deve ser o mais rápido possível.

3. Quando o dente sai parcialmente da posição, quanto mais rápido for reposicionado maiores são as chances de ser recuperado.

4. Quando o dente permanente sai totalmente, quanto mais rápido for reimplantado, maiores serão as chances de sucesso. Coloque o dente num recipiente com soro fisiológico, leite, saliva ou água (sem esfregar) e procure imediatamente o Profissional. ** Se isso acontecer com o dente de leite, o reimplante não está recomendado, mas é muito importante que o profissional examine a criança o mais rápido possível.

5. No caso de quebrar uma parte do dente e esta parte for encontrada, coloque-a na água filtrada e procure o dentista imediatamente, pois dependendo do tamanho do fragmento, é possível fazer sua colagem no dente, recuperando-o esteticamente.

*Tenha sempre o telefone do Odontopediatra do seu filho a sua disposição. *

OBS: Toda vítima de um traumatismo dentário deve ser observada quanto ao seu estado de saúde geral. Crianças que apresentam vômitos, dores de cabeça, perda de consciência, náuseas ou sonolência devem ser encaminhadas imediatamente ao hospital.

daniela colunista