Obediência é um substantivo que define a ação de quem obedece de quem é dócil ou submisso. Uma pessoa que segue, cumpre ou cede às vontades ou ordens de alguém.

Esta expressão é utilizada para qualificar a condição de quem está disposto a obedecer. Um sujeito obediente é também considerado passivo ou submisso perante outra pessoa (dominante), seja através do respeito e admiração ou pelo medo, temor ou receio das possíveis conseqüências ao desobedecer ao dominador.

Desenvolver o intelecto da criança e fazer com que ordem tenha sentido, é o que vai caracterizar uma educação consciente.

Esqueça o “porque não’ e liste alguns argumentos de porque não agir de determinada maneira, assim a criança vai se comprometer com determinada regra.

Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os pais devem sentir-se autorizados a educar, os pais  têm essa função e serão cobrados por isso.

Demonstrar carinho, conversar e brincar cria uma maior cumplicidade com a criança. A criança segura de que tem a atenção dos pais, aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer. Uma forma de criar esse vínculo é ao chega do trabalho e dedicar 15 minutos para brincar com o seu filho e saber sobre o seu dia. A qualidade da interação é muito mais importante que a quantidade.

Converse muito com a criança, use linguagem adequada à faixa etária dela e use um tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo.

A desobediência vai acontecer às vezes, ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem que saber que ela não pode pular uma janela, desrespeitar as regras da casa, gritar com os pais ou agredir o seu colega.

Regras bem estabelecida, onde a criança entende o porquê de fazer suas tarefas e porque está de castigo são fundamentais para que ela perceba que vive num mundo de conseqüências. Ela perceberá que pode adquirir coisas maravilhosas da vida ao entender que todas as pessoas merecem respeito e cuidados. Se ela foi respeitada e cuidada com certeza recebeu boa dose de segurança que poderá utilizar no resto da vida

Limite é amor, pois direciona e protege.

Dicas para melhorar a relação:

  • Coloque limites de forma clara e que a criança entenda; não induza culpa mas estabeleça a noção de responsabilidade.
  • Diga “Não” sempre que for necessário e não volte atrás. Estipule prioridades porque também não poderá de um momento para o outro passar a dizer “Não” a tudo.
  • Tenha paciência; justifique os seus motivos e caso seja necessário castigar a criança faça-o, mas nunca recorra à humilhação.
  • Seja afetuosa com a criança para que ela perceba que está preocupada e que se importa com ela.
  • Sempre que o seu filho se portar bem, demonstre-lhe o quanto gostou da sua atitude e reforce-o bastante.
  • Tenha sempre em conta que o que está a fazer é para o bem do seu filho e da relação de vocês e não se culpe de tomar atitudes mais rigorosas.
  • Crie momentos leves e de trocas com seu filho, permitindo que não seja uma relação só de autoridade, seu filho é o seu companheiro de vida e desejo que caminhem com alegria, cumplicidade e parceria.

 

Eduque sem culpa, pois você esta dando a sua contribuição para a sociedade, e inserindo seu filho num mudo onde as conseqüências existem diariamente no descumprir das regras na casa, na rua, na empresa onde ele ira trabalhar, no grupo com quem ele ira se relacionar, enfim na vida a fora.

 

Michele Almeida