É viver com dúvida. Dúvida se estamos fazendo certo, se é daquele jeito que dá o banho, se é assim que passa a pomada, se estamos usando os produtos certos, se, se e uma infinidade de ‘se’s’. Quando não era mãe achava tudo muito fácil. Olhava e sentia que tudo era muito lindo. Era bem romântica. Não deixei de ser romântica, mas tem dias que sou a bruxa má da historinha, porque simplesmente desejo que meu filho durma o dia todo para que eu durma também (risos), às vezes sou a vidente, porque adivinho e sei o que ele está sentindo (se é sono, fome, dor, cólica…), em alguns momentos sou a moça frágil, porque dá vontade de chorar, arrancar os cabelos e vem até aquela pergunta ‘onde fui me meter?’… Tem ocasiões que viro médica, enfermeira, nutricionista, dentista e todas as especialidades médicas que existem. Sim! Eu conheço o meu filho mais do que o pediatra dele. E não é arrogância dizer isso, mas sim orgulho. Orgulho em saber que você, por enquanto, sempre vai resolver o problema dele e ele sempre vai encontrar em você a solução perfeita. E aí os meses vão passando, novas fases começam e continuo com a velha dúvida. Às vezes também dá aquele arrependimento. Porque não fiz assim, porque não me dediquei assado?! Ahhhh que horror! Relaxa! Faz as coisas sem culpa. Segue seu coração. Na teoria isso é lindo, na prática é uma dúvida. (Hahaha) Olha ela aí novamente. E quando a danada da dúvida se mistura com a ansiedade o bicho pega. Ficamos sem chão. Algumas vezes sem energia para começar um novo dia e toda aquela ‘rotina’ mega importante para qualquer criança. Para eles, os bebês, ter rotina é algo necessário. Para nós, mães, uma forma de organizar o que desorganizou. Mas não adianta, para nós sempre será cansativo e às vezes um tédio. ‘Fazer todo dia tudo sempre igual’. Mas aí sabe de onde tiro o ânimo? Do sorriso dele. Do rostinho te olhando. Dá boquinha procurando o seu peito. Da mãozinha que percorre o seu peito, pega na sua orelha, no nariz… Ai como é gostoso. Carinho assim, ninguém consegue fazer igual. Eles crescem rápido, todo mundo sabe disso! É uma frase clichê, mas que precisa sempre ser repetida para que cada minuto seja aproveitado. A cada dia que passa a afinidade aumenta. Nos conhecemos mais. Ele não fala, mas sabe se comunicar como ninguém. Ah, meu bebê, tem dias que quero que você cresça logo, mas tem dias que peço a Deus que congele o tempo e você fique assim: em meus braços e totalmente dependente de mim. É algo bem ‘crise de identidade’. Tem horas que queremos isso e tem horas que não queremos nada, aliás, queremos só uma noite completa de sono. Como é bom dormir. Como valorizamos até uma ida ao banheiro com calma, um banho demorado, uma ida ao shopping sozinha, um almoço com as amigas, comer devagar pensando na vida, um livro terminado… E a conclusão disso tudo: o prazer que podemos ter com as coisas simples. E quem nos ensina isso? Os nossos bebês… Mas ainda termino esse desabafo com uma dúvida: será possível existir amor maior do que um filho?!

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