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Olá mamães e papais! Hoje quero falar de um tema que não se esgota em um único post. A introdução alimentar chega na fase em que o nosso baby está mais esperto e interagindo bem mais com as pessoas e os ambientes. Amamentei Caio, exclusivo com o leite materno, até os seis meses de vida. A partir daí iniciei com as frutas. O início é sempre muito difícil porque até então nossos babys só bebiam líquido e só conheciam um sabor. Aprender a mastigar (mesmo sem ter dentes rsrsrs) e engolir são novos momentos na vida deles e na nossa também. Confesso que fiquei um pouco nervosa nos primeiros dias, mas com o passar deles notava pequenos avanços e percebi que seria assim. A palavra de ordem é: PACIÊNCIA. E muita viu? Como eles ainda não sabem engolir algo sólido terminam colocando os alimentos para fora. E ai vem o primeiro engano: achar que não gostaram do sabor. E se tiver alguém por perto para dizer: ‘tadinho, para de dar que ele não gostou’, ai piora ainda mais a nossa situação. De acordo com o nosso pediatra, colunista aqui do blog, o doutor Henrique Dantas, só podemos afirmar que o bebê não gostou depois que você oferecer aquele mesmo alimento 15 vezes e em todas ele rejeitar. Isso mesmo, 15 vezes. E o segredo para a iniciação é a repetição. Vou contar como fiz com Caio na prática.

Escolhi uma segunda-feira para começar. Primeiro dei banana amassadinha e sem aquela semente do meio. Foram muitas caretinhas e empurrou para fora mais do que comeu. Ofereci banana 5 dias. No quinto dia ele conseguiu comer metade de uma e sem caretinhas e engolindo de verdade. Depois passei para a maçã e fiz o mesmo processo. Depois vieram o mamão e a pêra. Fiquei durante o sexto mês dele todo oferecendo só essas frutas. Quando fomos à consulta dos sete meses novas frutas foram liberadas e também a papinha salgada. Uma observação: como a fruta era oferecida no lanche da manhã, tipo umas 10h, o pouco que conseguia comer não supria a fome dele. Tinha que completar com o leite. Ai para não dar logo na sequencia e ele pensar: ‘ah, vou comer só um pouquinho dessa frutinha porque depois vem o leitinho que eu gosto tanto’, ai você dá um tempo, vai dar um banho, brinca um pouco na água e só depois complementa com o leite artificial ou o peito para quem amamenta.IMG_4582

Agora vamos para a primeira papinha salgada, que na verdade gosto de chamar de comidinha salgada porque nunca fiz nada pastoso. Tudo até hoje é machucado no garfo e oferecido na colher. Passar em peneira? Um pecado! O alimento pastoso não estimula a mastigação e pode acarretar em problemas futuros. Cuidado com isso!

A comidinha era feita da seguinte forma: na panelinha dele temperava o frango ou a carne apenas com pedaços de tomate. Depois colocava cubinhos de batata, cenoura e chuchu. Cozinhava tudo junto, amassava com o garfo e oferecia. Passei um mês dando só isso para ele na hora do almoço. Zero de sal hein?! Nos primeiros dias comia no máximo 6 colheres com muito esforço e paciência. Depois foi melhorando a cada dia. Até que na próxima consulta a vida do meu filho melhorou com a introdução de novos alimentos e também temperos. Mas essa próxima etapa vou contar em um outro post cheio de receitinhas. Aguardem! O que acho que tem que ficar claro é que esse início é o mais importante para que a coisa flua durante o resto da infância. Foi nesse momento que decidi pedir demissão do trabalho para me dedicar de corpo e alma. Não me arrependo. Mas para aquelas mães que não podem fazer isso, tentem pelo menos nos fins de semana. Quando o processo tem a nossa participação é diferente. Não tem outra pessoa que faça melhor do que nós, mães. Sabemos o limite da insistência e sabemos como é importante não desistir. Dar o leite na mamadeira é muito fácil de resolver o problema da fome de um baby. Mas você não pode fazer isso sempre. A introdução alimentar chega para ajudar no desenvolvimento da criança e só o leite não vai suprir as necessidades nutricionais. Espero ter ajudado um pouco vocês nessa tarefa! E até a próxima papinha, ops, o próximo post!